Arquivo para setembro \15\UTC 2010

15
set
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Um pouco de história

A história do Espiritismo nos apresenta situações bastante interessantes desde seu nascimento.
Kardec na França em 18 de abril de 1857 lança a primeira edição de “O Livro dos Espíritos”.
Até a confecção do último livro da Codificação ( A Gênese – 1868) Allan Kardec se debruçou no trabalho para deixar um dos maiores legados espirituais para a humanidade após a implantação do Cristianismo na Terra.
Conhecido então, como 3ª Revelação não teve na França o cuidado, a importância que merecia e merece.
Os Espíritos diretores da nova Doutrina de Consolação humana sabiam que o materialismo europeu e as guerras impossibilitariam o desenvolvimento do Espiritismo em solo francês.
Foi então que em 1853, no Brasil começou a surgir as primeiras manifestações espíritas na corte.
Até a chegada de Bezerra de Menezes na FEB – Federação Espírita Brasileira -, o Espiritismo era visto apenas como um fenômeno mediúnico.
Bezerra enfrentou dificuldades em associar o Espiritismo ao Evangelho de Jesus.
Espíritas de mente ainda fechada, mais ortodoxos, viam na ligação da Doutrina com o Evangelho, uma proposta mística, sem racionalidade.
A 1ª separação entre os espíritas brasileiros surgia. De um lado os científicos, do outro, os religiosos ou “místicos”.
A Espiritualidade Maior deu jeito na situação e começou a planejar o reencarne de Espíritos compromissados com o Evangelho em toda a sua pureza através da Doutrina Espírita.
Jésus Gonçalves, Batuíra, Eurípedes Barsanulfo, Anália Franco, Cairbar Schutel, deram ao Espiritismo uma característica que o livrou do cientificismo gelado e muitas vezes improdutivo das sessões mediúnicas experimentais.
A caridade no campo social virou marca registrada e escudo de proteção do Espiritismo.
As religiões dogmáticas investiam contra a Doutrina Espírita. Tentaram calar a boca do Espiritismo, mas não adiantou nada.
O Espiritismo praticado por estas figuras emblemáticas estava desbravando o terreno hostil do materialismo, da indiferença e do dogmatismo religioso.
O mundo espiritual estava de prontidão para disseminar a Boa Nova:

“Sucederá nos últimos dias, diz Deus, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne.” (Atos. 2:17)
“E farei aparecer prodígios em cima, no céu, e sinais embaixo, sobre a terra.” (Atos. 2:18)

A mediunidade estava sendo tomada como processo demoníaco pelas religiões oficializadas e como distúrbio psiquiátrico pela medicina.
Quantas mediunidades promissoras foram sacrificadas injustamente para a satisfação da ignorância acadêmica e o jogo de poder das religiões dominadoras que se aliaram ao poder de Cesar.
Reencarna o maior fenômeno mediúnico do planeta: Francisco Cândido de Paula Xavier – Chico Xavier.
Suas faculdades psíquicas estavam a serviço de uma plêiade de Espíritos superiores, que o desapropriaram de seu corpo, tomando conta de sua vida, para que a luz se fizesse na vida alheia.
Cercearam sua liberdade para libertar as consciências doentias e preconceituosas de um mundo ainda iludido pelos vícios de uma religiosidade de aparências, aonde o céu era mercadejado de forma barata e infame.
Explode o fenômeno Chico Xavier.
O mundo se volta às suas qualidades psicográficas e uma nova era começa a se desenvolver em meio à confusão e ataques dos que sentiam-se prejudicados pela sua verdade, ou melhor pela verdade do Mundo Espiritual.
Apesar de todos os benefícios trazidos por Chico, ainda estávamos longe de desenvolvermos nos Centros Espíritas uma metodologia para se aprender, ensinar e conciliar a Doutrina com o Evangelho de Jesus em uma proposta didática e pedagógica.
Jesus fundou uma escola e muitos o seguiram: a Escola do Amor, da Fraternidade; Allan Kardec descortinou o mundo espiritual e preparou o terreno para a implantação do Consolador Prometido pelo Mestre Galileu no mundo.
Os Bandeirantes do Espiritismo, como Cairbar Schutel, Anália, Bezerra, etc, desbravaram o terreno inóspito no Brasil, para que recebêssemos as primeiras sementes em solo fértil.
Chico Xavier popularizou a Doutrina, consolou, divulgou, mostrou ao mundo que o Espiritismo não era uma seita de loucos; ampliou a Codificação Kardequiana com seus livros psicografados.
Porém, devemos a um homem a sistematização do ensino; a metodologia didática, pedagógica de se ensinar a vivenciar o Espiritismo: Edgard Armond.
Não sabíamos fazer muita coisa no Espiritismo; não sabíamos nem estudá-lo.
Com a implantação dos cursos e escolas de Espiritismo, realizadas na FEESP – Federação Espírita do Estado de São Paulo – na década de 1940 pelo Cmte Armond, o Espiritismo ganhou mais vida e multiplicou-se o número de Centros Espíritas bem orientados pelo maior Estado da Federação brasileira e pelo Brasil.
Em 1950 Edgard Armond, após amadurecer algumas idéias por 10 anos, recebe a incumbência do Espírito Razin, de convocar os espíritas a não só conhecer Jesus, mas viver sua mensagem.
Em 6 de maio de 1950 dentro da FEESP, inaugura a Escola de Aprendizes do Evangelho, institucionalizando na Doutrina Espírita a Reforma Íntima.
Quem foi o primeiro aluno? Edgard Armond.
Porque segundo ele em matéria de reforma íntima somos todos analfabetos.
O espírita não apenas estudava os ensinamentos de Jesus, mas começava a praticá-lo de maneira metódica e organizada. O espírita não apenas discutia filosoficamente o Evangelho do Mestre, mas buscava dentro de si a transformação interna para auxiliar o mundo a se transformar exteriormente.
Jesus estava mais próximo do homem e o homem estava começando entender e praticar seus ensinamentos em verdade e vida.
Com uma visão extremamente educativa, Armond propõe que a Escola se divida em graus: Aprendiz, Servidor e Discípulo. Com isso a proposta da Escola de Aprendizes do Evangelho baseava-se em um processo de maturação gradual conhecido como processo iniciático espiritual.
Não adentramos a Escola de Aprendizes do Evangelho somente para estudar os temas propostos; não trazemos apenas uma característica religiosa e mística, mas sim um processo iniciático espírita com base no Evangelho de Jesus.
Com esta proposta o aluno da Escola de Aprendizes começa um processo de viagem interior pois os seus problemas estão dentro. O mais importante na Escola é o que ele é e não o que demonstra ser.
Saímos dos cultos exteriores para uma viagem longa e duradoura do autoconhecimento, com isso começamos a nos libertar das mazelas.
Ao adentrar esta Escola sabemos que o conhecimento não muda nossas vidas, pelo contrário, pode aumentar nossos débitos, pois “a quem muito foi dado, muito será exigido”.
Não podemos negar que vivemos dias tormentosos e que somente uma transformação moral (individual) é que vai garantir a estabilidade e o equilíbrio de uma sociedade perdida nas ilusões da carne.

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tifacil
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