Arquivo para abril \02\UTC 2010

02
abr
10

BENEDITA FERNANDES FAZ 125 ANOS.

Autoria: Marilusa Moreira Vasconcelos

Benedita Fernandes

E assim ela chegou à minha vida. Estava eu cheia de problemas para resolver, principalmente no trabalho espiritual que abraçara. A Editora que lançara meus primeiros livros não cumpria o compromisso de lançar a obra infantil de Lobato. Não queria cobrar isto do editor, porque ele se encontrava doente e sabia que logo partiria deste mundo, como logo partiu. Os herdeiros entraram num acordo e apenas um ficou com a editora, mas ele também não respondia meus apelos. Como tocar a obra? Como conseguir lançar os livros? Como divulga-los? A cabeça fervia de ideais e sonhos, mas também cheia de preocupações. Foi então que ouvi um a risada gostosa e a fala:

_Bobona!
Orei sentidamente e novamente a voz feminina, firme:
_Bobona!
Concentrei-me mais e então a vi: apresentava-se jovem, negra, com um largo sorriso;
_Bobona! Afogando-se num copo d´água !

Apresentou-se.Conversamos. Era Benedita Fernandes, de quem certamente eu já ouvira falar, por meu pai. Tudo o que ela me disse, o ânimo que me insuflou, a autoridade espiritual que possue me marcaram para sempre.
Na semana seguinte, quando Lobato chegou para escrever nova história, com seus personagens, para as aulas a serem dadas no Lar do Amor Cristão, confessou-me:
_Criei o Benedito do Amor Divino em homenagem a Benedita Fernandes e a frei Caneca.
O tempo passou e então os muitos amigos do Plano Maior e ela, a jovem Benedita, que faz 125 anos, aparecia para as orientações, principalmente nos trabalhos de desobsessão.
Um dia, estava eu nas lides domésticas, panelas fumegantes à frente e a vejo entrar apressada casa adentro:
_Marilusa, minha filha, você vai no final de semana para Penápolis. Liga para a Lourdes Ferrite, porque o César (referia-se ao dr. Antonio César Perri de Carvalho) está querendo lançar um livro sobre minha pessoa e eu quero que você o lance.(Eu abrira a Editora Radhu, porque meu editor não cumpriu nossos acordos)- e continuou- Hoje sei que foi sua avó quem me acudiu. Anda, menina!
Desliguei as panelas e fui ao telefone.
Quando cheguei à cidade natal, Lourdes me entregou o material do dr. César, para a feitura do livro A dama da Caridade.
Depois vieram mais encontros. Sete anos trabalhando nas ruas em S.Paulo, er ela junto prestativa.Lembro-me bem de um dos casos:
_Vamos, menina dar o passe nesta. Ela está com muitas dores e eu vou traze-la para cá ainda esta madrugada.
E a negra e velha mendiga, com as pernas em ferida, sentiu um alívio à suas dores, dizendo-me:
_Me ensina a fazer esta prece.
_É só pedir a Deus que a ajude. Pensar em Jesus.
E Benedita, emocionada completa:
_E a gente faz o resto.-
À frente da desditosa mendiga se via espiritualmente abrir-se larga porta, e além dela a luz insidia maravilhosa.
Socorro a encarnados e desencarnados e ela a se fazer presente e operante.
Quando estive ano passado na inauguração de suas fotos, com os novos membros que tocam seu Hospital, onde até hoje ela moureja, apresentou-se com o aspecto sofrido e desgastado dos últimos dias de existência.
Este mês, estando em Araçatuba, amigos demonstraram desejo de vê-la, ouvi-la e, enquanto eu ponderava que o telefone toca de lá para cá, ela chega emocionada, feliz, tranqüila:
_Minha criançada, minha meninada, meus meninos…
Foi deitando fala, a alma cheia de amor e paz, como quem considera um privilégio ajudar.
E a sombra do passado de uma mulher de rara formosura, pertencente à nobreza européia, mostra-nos com clareza as facetas da reencarnação deste espírito enobrecido pela dedicação aos sofredores em terras paulistas.

Benedita Fernandes, parabéns!

02
abr
10

Evolução Espiritual III

No processo de busca para uma espiritualização do ser, via iniciação espiritual, patrocinado por uma escola, devemos entender que, conforme vamos nos conscientizando da necessidade de moralizar-se e o esforço empreendido de forma honesta, sincera, estabelecemos uma ligação entre a Individualidade e a Personalidade. Esta ligação só pode ocorrer através do processo da Intuição. Consciência “menor” que é a única que temos no atual estágio de evolução, ou consciência de sono, como asseveram algumas propostas filosóficas, e consciência “maior”, só conseguem estabelecer comunicação através da Intuição. Então temos:

a) Pensamento criador, produzido pela Mente Inspiradora;
b) Raciocínio, “produzido” pelo cérebro físico (puramente discursivo);
c) o elo de ligação entre ambos, que chamamos de Intuição.

Sendo assim, podemos dizer que a comunicação estabelecida entre a mente espiritual (Individualidade) e a mente intelectual (Personalidade), é a Intuição.
Por isso a Escola de Aprendizes do Evangelho não pode sofrer intelectualização, não pode tomar um rumo acadêmico, pois ela é puramente espiritual em sua proposta de desenvolvimento da comunicação entre a Individualidade e a Personalidade.
A Individualidade trás em si o potencial superior (CRISTO INTERNO), que consegue estabelecer contato com a Personalidade através do desenvolvimento da Intuição e chegar a Iluminação.
Embora exista um certo benefício na intelectualização da Escola, que passa a atingir apenas a Personalidade, racionalizando o estudo, ela limita o potencial de desenvolvimento do Espírito viciado e imerso no mundo das ilusões materiais. O sentido iniciático espiritual da Escola de Aprendizes do Evangelho, procura se aprofundar nas aulas com sua alegoria, com sua característica parabólica enriquecedora, acompanhada de um misticismo racional, saudável, que leva o aluno a uma profunda investigação do seu íntimo, tornando-o íntimo com a Mente Criadora. Isso faz com que ele seja tocado em seu coração e multiplique a fé raciocinada através de uma espiritualidade mais objetiva e segura para os dias de tormenta que poderá enfrentar.
Portanto, embora sejam reais ambas as propostas, apenas uma revela o potencial Crístico do homem através da Intuição: o processo iniciático espiritual.

02
abr
10

Evolução Espiritual – II

Quando a Centelha-Divina, a mônada, torna-se um “Espírito”, fato este que faz com que assuma sua individualidade, passa a apresentar-se de forma trina:

a) Centelha-Divina;
b) Mente criadora;
c) Espírito individualizado.

O ser humano passa a constituir-se em sua base, da Centelha-Divina, ou EU PROFUNDO; a mente, que cria e inspira o seu processo evolutivo constituindo assim, sua individualidade; o Espírito, iluminando o EU PROFUNDO, pelo processo de regresso à origem, sem perder a individualidade.
O processo de redução vibratória da mônada para iniciar seu processo energético e tornar-se “carne”, cuja manifestação se dá no tempo e no espaço, constitui a Personalidade, ou as Personalidades, que de acordo com as escolhas, ao adquirir livre-arbítrio, assume compromissos difíceis no seu transcurso palingenético. As ilusões passam a fazer parte de seu “corpo mental”, com repercussão nos demais corpos espirituais e no físico desaguando no mundo das formas transitórias, gerando dor e sofrimento. Com isso, enquanto não desfizer-se do processo ilusório constituído por vícios e defeitos, por uma visão limitada da vida, sofre.
Ao ingressar em uma escola cujo objetivo é a espiritualização através de processo iniciático, o Espírito começa então, o processo de auto-conhecimento, de preparação para se desfazer das ilusões que criou para si.
Bem dirigido o processo iniciático, por um programa atualizado, com base científica e com regras objetivas, estruturadas em uma moral superior, a mônada que existe em cada um, o EU PROFUNDO, passará a sofrer influências destes métodos, embora seja perfeita por si, por ser Centelha-Divina, provocará uma reação positiva no Espírito e por conseqüência, nos demais corpos que adquiriram ilusões, atuando da seguinte forma:

a) no intelecto ou mente concreta que agirá, também, através do corpo físico – cérebro material;
b) no astral, dimensão dos sentimentos e emoções;
c) no duplo etérico, de atuação nas sensações e instintos; e,
d) no corpo físico, que materializará os pensamentos, sentimentos e emoções.




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